
Abre Alas
Rael
Mistura de ritmos e resistência em “Abre Alas” de Rael
“Abre Alas”, de Rael, transforma a expressão clássica do samba em um grito de afirmação dentro do rap, mostrando como a mistura de estilos é uma forma de resistência e valorização das raízes culturais brasileiras. Logo no início, Rael cita instrumentos como repique, pandeiro e cavaco, homenageando o samba e simbolizando o diálogo do rap com outras tradições musicais do país. A referência direta ao clássico de Chiquinha Gonzaga reforça a ideia de abrir caminho para novas vozes e sons, enquanto a letra destaca a luta constante por espaço no cenário musical: “me dá o mic, não me barre que eu quero passar”.
A música traz uma atitude de superação e busca por reconhecimento, evidenciada em versos como “infiltrar no seu campo e pegar o que não quer me dar” e “vou driblando os adversários como Mané Garrincha e as pernas tortas”. Rael compara a batalha do rap à criatividade do futebol brasileiro, mostrando que é possível superar obstáculos com habilidade e improviso. O respeito às origens e aos “verdadeiros partideiros” conecta o rap à tradição dos sambistas e à ancestralidade negra, enquanto “subi, sambei, rimei no morro da mangueira” reforça o orgulho de pertencer a essa linhagem cultural. No fim, “Abre Alas” se apresenta como um manifesto de quem não aceita barreiras e faz da mistura de ritmos e da força coletiva um caminho para conquistar respeito e espaço na música brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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