
Revolver
Rage Against The Machine
Crítica social e papéis de gênero em “Revolver”
Em “Revolver”, do Rage Against The Machine, a banda faz uma crítica direta aos papéis de gênero tradicionais e à violência doméstica. A repetição da frase “Hey revolver, don’t mothers make good fathers?” (“Ei, revólver, mães não são bons pais?”) desafia a ideia de que apenas figuras masculinas podem exercer autoridade ou proteção na família. O termo “revolver” funciona como símbolo duplo: além de remeter à arma, representa o ciclo repetitivo de abuso e opressão, reforçando o sentimento de aprisionamento vivido pela mulher na relação retratada.
A letra descreve um homem visto como “prize-fighter” (“lutador premiado”) e “champion” (“campeão”), que exerce domínio financeiro e físico sobre a parceira, como nos versos “His spit is worth more than her work” (“O cuspe dele vale mais que o trabalho dela”) e “he bought rings and he owns kin” (“ele comprou alianças e possui parentes”). O ambiente aparentemente perfeito, “A spotless domain” (“um domínio impecável”), esconde “festering hopes” (“esperanças apodrecidas”), mostrando que a aparência de normalidade mascara o sofrimento da mulher. A menção a “pictures of fields without fences” (“imagens de campos sem cercas”) revela o desejo de liberdade e de uma vida sem as limitações impostas pelo abuso. Assim, a banda denuncia não só a violência doméstica, mas também as estruturas sociais que perpetuam a desigualdade de gênero, questionando de forma direta a legitimidade dos papéis familiares tradicionais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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