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Deslocamento e exclusão em "Schengen" de Raphaël Haroche

Em "Schengen", Raphaël Haroche explora a contradição entre a promessa de livre circulação no espaço europeu e a realidade da exclusão. A música destaca como, mesmo dentro do chamado "espaço Schengen" – símbolo da integração europeia –, o pertencimento não é garantido. Isso fica claro no verso: “Et que même dans l'espace Schengen / Ils ont pas voulu de ma peau” (E que mesmo no espaço Schengen / Eles não quiseram a minha pele), mostrando que políticas de fronteiras abertas não eliminam preconceitos e barreiras sociais.

A letra acompanha a trajetória de alguém em busca de aceitação, marcada por imagens de viagem e resistência, como em “Je suis parti d'un bout du monde” (Eu parti de um canto do mundo) e “J'ai marché le long des routes” (Eu caminhei ao longo das estradas). O desejo de “marcher tout droit” (seguir em frente) é constantemente frustrado por obstáculos e rejeição. A referência ao “orgue de barbarie” sugere que, em vez de recorrer à violência ou à competição – como nos versos “C'est pas avec la bombe atomique / C'est pas avec le tour de France” (Não é com a bomba atômica / Não é com o Tour de France) –, o protagonista responde com sua própria cultura e identidade. O tom melancólico e introspectivo da música é reforçado pela repetição de dúvidas e pela lembrança de alguém distante, indicando que a busca por pertencimento é também uma busca emocional e existencial.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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