
Rosa da Madragoa
Raquel Tavares
“Rosa da Madragoa”: namoro, bairro e prova de amor
Aqui, o mar não é só cenário: vira código de namoro. Rosa Maria fala com autoridade e humor. Usa ditos para conter o atrevimento e só se rende quando o gesto é verdadeiro, virando o jogo a seu favor. A letra retrata o bairro com linguagem castiça e brejeira: “vai bugiar, meu menino” (vá embora) e “não deites barro à parede” (não perca tempo) estabelecem limites sem rodeios. O duplo sentido dá graça às imagens da pesca: “esta rosa é peixe fino pras malhas da tua rede” aproxima ofício e sedução. Entre “lota”, “ribeira” e “chinela e perna ao léu”, ela é “a alegria desta ribeira”, rindo “à gargalhada” até das piadas mais ousadas — marca do falar popular lisboeta.
A narrativa é direta. Chico Fateixa, apaixonado, faz um gesto público: “deu à sua traineira o nome daquela rosa”. Quando vê “escrito na proa seu nome Rosa Maria”, ela ergue os braços, assume o namoro e “vão casar qualquer dia”. No código não escrito do bairro, essa prova pública legitima a entrega. Em “Rosa da Madragoa”, Raquel Tavares acerta o tom do fado tradicional, elogiado pela crítica: leve, bairrista e comunitário, evocando vielas, pregões e vida ribeirinha. No palco, a artista também recria esse universo, conectando o romance de Rosa à memória afetiva de uma Lisboa que ri, trabalha e ama junto ao Tejo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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