
Confundindo Sábios
Rashid
Resistência e identidade em "Confundindo Sábios" de Rashid
Em "Confundindo Sábios", Rashid, ao lado de Emicida, propõe uma reflexão sobre o papel do rap como voz de resistência e questionamento das estruturas de poder. O título faz referência à passagem bíblica de Coríntios, sugerindo que o conhecimento e a força podem vir das margens, desafiando a lógica dominante. A letra traz referências históricas e culturais marcantes, como em “Porongos foi Canudos, foi Carandiru, foi Racionais na Sé”, conectando episódios de repressão e resistência à trajetória do povo negro e periférico no Brasil e à história do hip-hop nacional.
O verso “Pele preta, tarja preta, na sarjeta da história” resume o sentimento de exclusão e marginalização, enquanto menções a figuras como João Cândido e ao movimento Pantera Negra Tupi reforçam a ideia de resistência coletiva. Rashid também critica a manipulação midiática e o preconceito institucionalizado, como em “Querem tornar sua mente alcatraz ou FEBEM”, mostrando que o sistema busca aprisionar tanto física quanto mentalmente quem desafia a ordem. A capa da mixtape, com uma criança tirando a máscara, complementa a mensagem da música ao propor a desconstrução de estereótipos e a busca por uma identidade livre. O refrão “Então segura que isso é Rap nacional” funciona como um grito de afirmação, destacando o rap como ferramenta de denúncia e transformação social. Ao celebrar o décimo aniversário da faixa, Rashid mostra que a luta por reconhecimento e justiça ainda é urgente no Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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