Diario de Bordo (pt. III)

Rashid

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As grades dos nossos portões, não são tão diferentes das prisões
Apenas proporcionam diferentes sensações
Entre a falsa liberdade e a falta de liberdade
Falando nela, quem a conhece de verdade?
Diga, essa base aqui é lenta tipo o governo, opostos
Porém pesada como os impostos
Me posto, minha função é como dos apóstolos
Me apego ao conteúdo enquanto se iludem com rótulos
Pra ver a verdade nessa terra usei binóculos
Nisso eu vi porcos, navios em nossos portos
Com meus ancestrais expostos a castigo e humilhação
Como se houvesse razão pro chicote na sua mão
Vitória, dos que nos consideram escória,
Seus livros mentem, por isso façamos história
Bora, nossa hora de ter um lugar melhor
Não vão apagar com sangue o que escrevi com suor
Do pior, desapego, minha raiz eu não nego
Se preciso, entrego, minha força, meu ego
Meu lado mais cego, minha cruz eu carrego
Pra ser luz e fazer jus a tudo q prego
Suas mãos trouxeram pregos seus pés trouxeram pregos
Hora, de que vale isso agora
Porque crucificaram um dos nossos, mas quem indaga
Se incomodariam se o crucificado fosse a lady gaga

Com espírito de mudança, é assim que eu acordo!
Esse é o meu diário de bordo!

Sempre no mei' de cada, som que escrevo eu percebo que nao sei de nada
E não há rei de nada
Não aponte pra quem ta na sua frente,
Se você, só você, é seu maior concorrente
Nesse mar de gente quantos truta já viraram isca
... a grande maldição de quem se arrisca
As vezes se abre a porta pro futuro
Mas cê ta tão acostumado com ela fechada que ta tentando pular o muro
Ponto. parágrafo
Pensando como seria loko um assalto lá no carrefour
Seus parça no carro em fuga
Sua cara nos procurado
Vai dar autografo nos papeis do advogado
O mundo gira e eu tenho a impressão
Que quanto mais se estuda menos se usa a razão
Os homens são de marte, mas me sinto de plutão
Pq de onde eu venho os homens se consideram irmãos
Iguais, eu tenho alguns erros nos meus ombros
Os quais cometi na tentativa de acertar
Mais não quero que ninguém pague por eles, entendeu?
Pode ficar com o troco, eu mesmo vou pagar
Eu mesmo vou me achar nesse caminho de pedras
Pelos meus, por noiz, pela voz das quebras
Que é pra manter a verdade de pé
Pq você não tenta ser real, você simplesmente é...
Ou não, né?!?

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