
F.M.I.
Ratos de Porão
Crítica social e política em “F.M.I.” dos Ratos de Porão
“F.M.I.”, dos Ratos de Porão, aborda de forma direta a relação de dependência do Brasil com o Fundo Monetário Internacional nos anos 1980. A letra reflete o clima de crise econômica e a sensação de impotência diante das exigências do FMI, que impunha medidas rigorosas em troca de empréstimos. O verso “Quando eles resolverem nos cobrar / Nosso território teremos que doar” expressa o medo de que o país perca sua soberania para pagar dívidas externas, um temor real na época devido à instabilidade financeira e à pressão internacional.
A repetição de “O dólar aumenta e nossa dívida também” destaca como a valorização da moeda americana agravava a situação dos países devedores, tornando a dívida praticamente impagável. O refrão “O FMI não está nem aí” resume a crítica à indiferença da instituição diante do sofrimento social causado por suas políticas. No final, “Somos todos uns vendidos” traz uma autocrítica amarga, sugerindo que tanto a população quanto os governantes acabaram se submetendo aos interesses externos, perdendo autonomia e dignidade. O tom direto e agressivo, característico do hardcore punk, reforça a indignação e a denúncia social presentes na música.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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