
Aids, Pop, Repressão
Ratos de Porão
Crítica social e desencanto em “Aids, Pop, Repressão”
A música “Aids, Pop, Repressão”, da banda Ratos de Porão, faz uma crítica direta à transformação do rock brasileiro nos anos 80, que, segundo a banda, perdeu sua autenticidade ao se tornar um produto comercial. Ao afirmar “O rock brasileiro é uma farsa comercial”, o grupo denuncia como a indústria musical passou a priorizar o lucro, deixando de lado o conteúdo contestador e original que caracterizava o gênero. Essa crítica se estende à cultura jovem, que, antes símbolo de liberdade e rebeldia, foi esvaziada de significado e assimilada pelo mercado.
A letra também retrata o clima de medo e repressão social da época, marcado pela epidemia de AIDS e pela criminalização das drogas. Trechos como “O sexo é apenas uma forma de morrer” e “As drogas representam um caso policial” mostram como o prazer e a liberdade foram substituídos por paranoia e controle. O verso “Um punk vira crente pra pedir a salvação” evidencia a desilusão e a busca por segurança em tempos de crise, até mesmo entre aqueles que antes representavam a resistência. O refrão “Sexo, drogas, rock'n roll / Quem está nascendo agora isso não vai conhecer” lamenta a perda de uma era de liberdade, agora sufocada por medo, moralismo e interesses comerciais. O título da música resume esse cenário, reunindo os principais elementos que marcaram a década e questionando o preço pago por uma geração diante da repressão e da perda de ideais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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