
Desemprego
Ratos de Porão
Crítica social e exclusão em "Desemprego" do Ratos de Porão
Em "Desemprego", o Ratos de Porão expõe de forma direta a angústia e a revolta causadas pela falta de trabalho, especialmente no Brasil dos anos 1990, quando o desemprego era um problema grave. A repetição de "não, não, não me aceitam" expressa não só a frustração individual, mas também um sentimento coletivo de rejeição e exclusão social. O verso "Desemprego está no ar / Vou desistir de procurar" mostra o desânimo e a sensação de impotência diante da falta de oportunidades, enquanto "Nosso futuro está no ar / Não se consegue alcançar" reforça a ideia de que a esperança e as perspectivas de futuro estão cada vez mais distantes para quem vive essa realidade.
A música também critica a criminalização da pobreza, como fica claro em "Sem dinheiro no bolso / Com a carteira limpa / Cuidado com a geral / Vagabundo se dá mal". Aqui, "carteira limpa" indica não só a ausência de emprego formal, mas também a vulnerabilidade diante da polícia e do preconceito social, que frequentemente associa desempregados à marginalidade. O trecho "Nossa juventude tende a perder / Não pare seu grito que vai lhe morder" serve como um alerta: o silêncio diante da opressão pode ser prejudicial. Ao regravar essa música do Fogo Cruzado, o Ratos de Porão mantém viva a tradição do punk brasileiro de usar a música como denúncia social e como um chamado à resistência contra a exclusão e a injustiça.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Ratos de Porão e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: