
Xique- Xique (parabelo)
Rebeca Matta
Imagens do sertão e identidade em “Xique-Xique (Parabelo)”
“Xique-Xique (Parabelo)”, interpretada por Rebeca Matta, mistura referências do sertão nordestino com elementos de surrealismo, criando um ambiente de contraste entre luz e escuridão. A letra explora a ideia de percepção além da visão física, como nos versos “cego lendo a corda da viola” e “cego preso na gaiola da visão”. Essas imagens sugerem que enxergar vai além do sentido literal, valorizando a sabedoria popular do sertão, onde experiência e intuição muitas vezes substituem a visão dos olhos. O duelo entre “cego com cego” e a “cabra-cega enxergando a escuridão” reforça essa ambiguidade entre ver e não ver, saber e ignorar, trazendo um clima de mistério e resistência típico da cultura sertaneja.
O título “Parabelo” faz referência ao balé do Grupo Corpo, que também explora ritmos e imagens do Nordeste. A música cita instrumentos regionais, como zabumba e fole, e fala do “duelo do sertão”, conectando a letra à tradição local. O verso “Eu vi a luz do preto dos teus olhos / Quando o sertão num mar de flores floresceu” destaca o contraste entre escuridão e claridade, mostrando que beleza e vida podem surgir em ambientes áridos. Já “Gente só morre para provar que viveu” propõe uma reflexão sobre a existência e o tempo, tema comum nas narrativas do sertão. Por fim, a repetição de “Eu vi um cão / Fui nos óio e era eu” sugere um mergulho na própria identidade, indicando um ciclo de autoconhecimento ou alienação, e reforçando o tom enigmático da canção.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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