
Me Duele Amarte
Reik
Memória, chuva e perda em “Me Duele Amarte”, do Reik
O golpe mais agudo aqui não é a despedida; é ver o começo virar ferida: “Me duele aquel abril, cuando te vi por vez primera” (Dói aquele abril, quando te vi pela primeira vez). A chuva funciona como gatilho de memória, não como cenário: “mojando mi llanto y me hablará de ti” (molhando meu pranto e vai me falar de você). O narrador já sabe que perdeu: “Sabiendo que ya te perdí” (Sabendo que já te perdi), e assiste aos planos ruírem: “Los sueños que eran para ti se pierden…” (Os sonhos que eram para você se perdem…). A ausência se materializa: “detrás de ti, tu ausencia en mis brazos” (atrás de você, sua ausência nos meus braços), junto ao medo de apagamento total: “ni tu sombra volverá para abrigar mi alma en pedazos” (nem a sua sombra voltará para abrigar minha alma em pedaços). Abril, que marcou o primeiro encontro, vira gatilho do que se foi.
As imagens dão corpo ao desamparo: lançar-se “a la nada” (ao nada) ao vê-la partir traduz ficar sem chão e sem futuro. A repetição de “Me duele amarte así, hasta morir” (Dói amar você assim, até morrer) fixa o amor não correspondido e um sofrimento que não cessa. No arranjo, as guitarras suaves de Julio Ramírez e Bibi Marín e a voz emotiva de Jesús Navarro moldam a confissão num hino ao desamor. Inserida no álbum Secuencia, “Me Duele Amarte” ajudou a consolidar o Reik no pop romântico latino-americano, unindo balada e delicadeza à ideia de lembranças que insistem em não se apagar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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