Reino da Morte
Reino da Morte
Violência cotidiana e sobrevivência em “Reino da Morte”
Em “Reino da Morte”, o grupo Reino da Morte retrata de forma direta a realidade dura da periferia de Ceilândia Norte. A repetição do verso “Os versos do Reino da Morte ditam sua sorte / Nossa vida já é escassa em Ceilândia Norte” destaca como a violência e a sensação de destino trágico fazem parte do cotidiano local. O título da música não é apenas simbólico, mas reflete a presença constante da morte, que, segundo a letra, “é gente boa, véi, ela é quem te escolhe”, mostrando como o perigo e a perda se tornam algo naturalizado entre os jovens da região.
A letra descreve cenas do dia a dia marcadas por assassinatos, tráfico de drogas, consumo de álcool e jogos de dominó, elementos que compõem a rotina da comunidade. O trecho “Cansei de ver meus chegados / Serem baleados, esfaqueados” revela o trauma coletivo e a banalização da violência. A relação tensa com a polícia aparece em versos como “A viatura tá na área, vai ver de qual é / Cinco camaradas, burro preto e afundam o pé”, sugerindo desconfiança e hostilidade. Além disso, a música aborda disputas territoriais e a ameaça constante de grupos rivais, reforçando o ciclo de violência e sobrevivência. O tom realista e repetitivo da canção enfatiza a sensação de aprisionamento e a luta diária para sobreviver em um ambiente onde a morte dita as regras.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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