“Azul” e a imensidão do amor nos gestos cotidianos
Em “Azul”, de Renata Fausti e Anna Lú, presente no EP Entretantos (2014), o amor ideal ganha contorno humano ao contrastar imagens cósmicas com gestos de cuidado. Versos como “cem mil anos luz” colocam o sentimento na escala do infinito, enquanto “me faz cafuné” puxa tudo para o aconchego possível. O próprio “azul” nomeia esse amor verdadeiro, associado à calma, confiança e horizonte aberto — daí a afirmação “a cor do meu amor é azul”. Quando a voz diz “meu caminho é o sul”, assume uma bússola afetiva, um rumo claro para alcançar esse encontro. A parceria das artistas, já afinada em outras canções, reforça a cumplicidade que a letra celebra.
A narrativa começa no desejo (“Se eu pudesse…”) e avança para a ação: “criaria asas / voaria até sua casa”. “Roubaria os teus desejos” soa como brincadeira amorosa em que dois viram um, seja ao tomar para si o que o outro quer, seja ao preenchê-lo com os próprios sonhos (“pra te encher de mim”). O hipérbato emocional de “Me daria um prazo de cem mil anos luz do seu lado” mistura tempo e distância para afirmar duração absoluta e ausência de separação. No desfecho, tudo aterrissa no concreto: “acorda amor do meu lado”. O cafuné, o pé coberto e o beijo de manhã expulsam a “saudade”, fecham a porta do “lá fora” e mostram que o amor vasto cabe, de fato, na rotina.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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