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LetraSignificado

    Sincretismo e encantamento em "Sereia" de Renata Rosa

    Em "Sereia", Renata Rosa explora o sincretismo religioso e cultural ao mencionar "Ogun", divindade do candomblé associada à força, guerra e transformação. Ao dizer que Ogun "faz admirar" o canto da sereia, a música estabelece um diálogo entre o universo mítico afro-brasileiro e o imaginário popular do Nordeste. Essa fusão de referências reforça a identidade da obra, que se inspira em tradições como o maracatu rural e o cavalo-marinho, criando uma atmosfera ritualística e envolvente. O ritmo repetitivo do refrão – "A roda faz pra pra pra, pra pra pra, pra sereia no mar" – contribui para esse clima hipnótico, típico das rodas e festas populares nordestinas.

    A letra trabalha a dualidade entre atração e resistência. Enquanto a sereia "canta", a voz principal afirma "eu não vim cantar" e "eu não vim levar", demonstrando uma tentativa de resistir ao chamado sedutor da sereia, figura ligada ao encantamento e ao mistério. O convite para que a sereia "saia do mar, venha brincar na areia" sugere o desejo de aproximar o fantástico do cotidiano, misturando o sagrado e o lúdico. Assim, a música celebra a riqueza das manifestações populares, onde o brincar, o celebrar e o respeito às entidades e à natureza se entrelaçam de forma natural e poética.

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