Eu e a Baia
Renato Fagundes
Tradição e saudade rural em "Eu e a Baia" de Renato Fagundes
"Eu e a Baia", de Renato Fagundes, retrata a relação entre o peão e sua égua baia como símbolo de parceria, tradição e identidade rural. O verso “Parceira pra toda a lida / Doce de boca, um estouro” evidencia a confiança e cumplicidade entre homem e animal, enquanto a escolha da baia para o "basto" (sela) reforça o valor afetivo e prático dessa ligação. A letra reflete a transição forçada do campo para a cidade, mostrando a perda de referências e a dificuldade de adaptação ao ambiente urbano.
A nostalgia aparece em versos como “A cidade é diferente / Da vida buena do campo / Pois as luzes que faiscam / Não são como pirilampos”, onde a comparação entre as luzes da cidade e os pirilampos do campo destaca a saudade de uma vida simples e autêntica. A metáfora “Os olhos dos horizontes / Têm duas viseiras de couro / Encurtando a vista larga / Da mi’a baia cor de ouro” sugere a limitação da liberdade tanto para o peão quanto para a égua, agora restritos ao espaço urbano. No final, “a carroça que ela puxa / Hoje é só um castigo meu / Nas costas dela um mundo / Que nunca nos pertenceu” resume o sentimento de deslocamento e o peso de uma nova realidade. A canção expressa, de forma direta e sensível, o impacto da modernidade sobre as tradições e afetos do universo rural gaúcho.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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