Rogério
Renato Fechine
Humor e ironia nas tragédias amorosas em “Rogério”
Em “Rogério”, Renato Fechine utiliza a repetição constante do nome do personagem-título para criar um tom cômico e transformar Rogério em um símbolo das decepções e tragédias vividas por Sirlei. O artista aposta no exagero e na ironia para abordar temas como morte, abandono e traição, mas faz isso de forma leve, satirizando o drama e subvertendo a expectativa de uma narrativa triste. O uso de expressões regionais e gírias, como “pei levou papai” e “puta de rua”, aproxima a história do cotidiano brasileiro e reforça o humor popular, mesmo quando a letra trata de situações dolorosas.
O humor aparece tanto na forma como Sirlei narra suas desventuras quanto na caricatura dos personagens, especialmente Rogério, descrito de maneira quase absurda: “alto, loiro, forte, 1,90 metro, membrudo”. A traição, revelada com deboche ao mencionar a “goga de 1,90 metro, dos pernão”, transforma a dor da personagem em motivo de piada, como no trecho “eu vivo nesse fogo, sou puta de rua”. O pedido de vaia ao público sempre que o nome de Rogério é citado reforça a ideia de transformar o sofrimento em espetáculo, rindo das próprias desgraças. Assim, Fechine faz uma crítica bem-humorada à forma como lidamos com perdas e frustrações, mostrando que até as maiores tragédias podem ser encaradas com ironia e irreverência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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