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Milonga Para Puxar Potro

Renato Jaguarão

Letra

    Bater de cascos prenunciava as sesmaria
    Ringindo os bastos acordava a calmaria
    E a cuscada já de pronto alvoroço
    Latia firme no raiar de um novo dia

    Mate cevado apadrinhando campeiros
    Mirando ao canto a silhueta da aurora
    Sendo templados por rituais fogoneros
    E sem demora posso ouvir o tinir da espora

    Numa mangueira um buçal e uma tropilha
    Sovo as rendilhas num apelo de respeito
    Pra ficar égua de apartar boi na invernada
    E andar calçado nas rosetas da chilenas

    Numa mangueira um buçal e uma tropilha
    Sovo as rendilhas num apelo de respeito
    Pra ficar égua de apartar boi na invernada
    E andar calçado nas rosetas da chilenas

    Toda Ciência se resume num palanque
    Onde se encosta nas garras de couro crú
    Pois se o fronteiro tem perícia com bagual
    Hay muita Clina na Alma de um Paysandu

    Vida campeira que em muitos mete medo
    Contam segredos que pra mim valem ouro
    Sou quem vê mais o potro pelo que ele é
    Valor aos bichos que tem alma sobre o couro.

    Numa mangueira um buçal e uma tropilha
    Sovo as rendilhas num apelo de respeito
    Pra ficar égua de apartar boi na invernada
    E andar calçado nas rosetas da chilenas

    Numa mangueira um buçal e uma tropilha
    Sovo as rendilhas num apelo de respeito
    Pra ficar égua de apartar boi na invernada
    E andar calçado nas rosetas da chilenas

    Composição: Thales Pedo Barthl. Essa informação está errada? Nos avise.

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