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Um Telefone É Muito Pouco

Renato Matos

Brasília, distância e humor em “Um Telefone É Muito Pouco”

“Um Telefone É Muito Pouco”, de Renato Matos, explora com leveza e bom humor como a geografia de Brasília influencia as relações pessoais. O verso “Um telefone é muito pouco / Pra quem ama como louco / E mora no plano piloto” expressa a frustração de quem sente que a distância física entre regiões como o Plano Piloto e o Gama dificulta o contato com quem se ama. Renato Matos se inspira em sua própria experiência ao tentar visitar a namorada, mostrando que, apesar do telefone ser um meio de comunicação, ele não substitui a presença e o afeto.

A letra também retrata o tédio e a solidão de quem está longe, usando cenas do cotidiano, como “Em cima da cama comendo biscoito” e “a televisão com seus programas / Que não tem mais chama pra quem ta afoito”. Esses trechos mostram como a rotina perde o sentido quando o desejo de estar junto não é atendido. A tentativa de sair para a Asa Norte, tropeçando em ratos que saem do esgoto, reforça o contraste entre o desejo de movimento e a realidade urbana pouco acolhedora de Brasília nos anos 1980. Assim, a música se destaca como um retrato sensível e bem-humorado das dificuldades de mobilidade e da saudade, temas universais, mas marcados pelo contexto brasiliense.

Composição: Renato Matos. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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