
É a Ti Flor do Céu
Renato Motha
Memória e saudade em “É a Ti Flor do Céu” de Renato Motha
Em “É a Ti Flor do Céu”, Renato Motha constrói uma homenagem a um amor idealizado e eterno, usando a imagem da “flor do céu” para representar alguém que ocupa um lugar sagrado e inalcançável em sua memória. A expressão “vestal dos sonhos meus” reforça essa ideia, ao associar a pessoa amada à figura da vestal, guardiã do fogo sagrado na Roma Antiga, símbolo de pureza e devoção. Esse recurso destaca o respeito e a reverência do narrador por esse amor, que permanece intocado pelo tempo.
A canção, inserida no contexto da modinha — gênero marcado pela delicadeza e nostalgia —, intensifica o sentimento de saudade ao relembrar momentos felizes do passado: “Ó dias de risonha primavera / Ó noites de luar que eu tanto amei / Ó tardes de verão, ditosa era / Em que junto de ti amor gozei”. As referências às estações e paisagens reforçam a ideia de que o amor foi vivido de forma intensa, mas agora só existe na lembrança. O pedido “Não te esqueças de mim por piedade” revela a vulnerabilidade do narrador diante do medo de ser esquecido, enquanto “Não me lembro de ti sem ter saudade / Nem me podes fugir do pensamento” mostra como a memória desse amor é constante e inevitável. O verso “Quem me dera outra vez esse passado” sintetiza o desejo de reviver um tempo de felicidade que não volta, mas que permanece vivo através da música e da lembrança.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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