
Angra dos Reis
Renato Russo
Crítica social e angústia em "Angra dos Reis" de Renato Russo
Em "Angra dos Reis", Renato Russo utiliza versos como “Vamos brincar perto da usina / Deixa pra lá, a Angra é dos Reis” para abordar de forma sutil, mas incisiva, a polêmica construção da usina nuclear na região de Angra dos Reis, especialmente em Itaorna, cujo nome em tupi significa "terra podre" ou "terra que cai". O título da música faz um trocadilho que sugere a apropriação do local pelos poderosos, ignorando tanto os riscos ambientais quanto o conhecimento tradicional dos povos indígenas. Renato Russo reforçou essa crítica em entrevistas e apresentações, deixando claro seu posicionamento sobre o tema.
A música também transmite uma atmosfera de melancolia e impotência diante de decisões políticas que afetam a coletividade. Versos como “E agora todos os dias são iguais” e “Se fosse só sentir saudade / Mas tem sempre algo mais” expressam uma angústia que vai além do pessoal, refletindo o sentimento de uma sociedade diante de ameaças que parecem incontroláveis. A referência ao fim iminente — “Mesmo se as estrelas começassem a cair / E a luz queimasse tudo ao redor / E fosse o fim chegando cedo” — pode ser interpretada tanto como o medo de um desastre nuclear quanto como uma sensação de desesperança. O pedido final, “Me diz pra onde a gente vai fugir?”, resume a busca por segurança em meio à incerteza, seja ela emocional ou ambiental.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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