
Gente Obsoleta
Renato Russo
Crítica social e autenticidade em “Gente Obsoleta” de Renato Russo
Em “Gente Obsoleta”, Renato Russo expressa um incômodo claro com padrões sociais considerados ultrapassados e comportamentos alienantes. Logo no início, o narrador revela quase ter comprado um carro novo apenas para agradar outra pessoa, mas percebe o absurdo desse gesto ao ser rejeitado. Esse episódio evidencia uma crítica à superficialidade das relações e à pressão para consumir ou se adaptar apenas para ser aceito.
O verso “Aquele dia no cinema, foi tão estranho mesmo / E a sua família na churrascaria e você na UnB” mostra um distanciamento não só afetivo, mas também de valores e interesses. A referência à UnB (Universidade de Brasília) reforça o contexto histórico da música, composta no final dos anos 1970, período de efervescência política e cultural em Brasília. Escrito ainda na época do Aborto Elétrico, o texto antecipa o espírito crítico que marcaria a carreira de Renato Russo, abordando o descontentamento com a sociedade e a busca por autenticidade. Ao repetir “não quero andar com gente obsoleta”, a canção rejeita a acomodação e a falta de propósito, refletindo o desejo de romper com padrões antigos e buscar relações e valores mais verdadeiros.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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