
Siriema do Mato Grosso
Renato Teixeira
Saudade e identidade regional em "Siriema do Mato Grosso"
Em "Siriema do Mato Grosso", Renato Teixeira utiliza a figura da siriema para criar uma forte ligação com o cerrado e a cultura do interior mato-grossense. O canto da ave, tradicionalmente associado à solidão e à saudade, é apresentado como um elemento que desperta memórias e emoções ligadas à vida simples do sertão. No trecho “Teu canto triste me faz lembrar / Daqueles tempos que eu viajava”, fica evidente como o som da siriema serve de gatilho para lembranças de um passado marcado pela proximidade com a natureza.
A letra também destaca o apego ao território ao citar localidades como Maracaju e Ponta Porã, tornando a saudade mais concreta e pessoal. O desejo de retorno ao lar aparece em versos como “Quero voltar ao meu sertão / Rever os campos que eu conheci / E a siriema, eu quero ouvir”, mostrando que a natureza é parte fundamental da identidade do narrador. O lamento compartilhado entre homem e ave, especialmente em “Oh, siriema quando tu choras / E vai embora, eu choro também”, reforça a ideia de que a saudade é um sentimento coletivo, vivido tanto pelo ser humano quanto pela fauna local. A simplicidade da letra, aliada à regravação com arranjos orquestrais, valoriza a tradição sertaneja e amplia o alcance do sentimento de saudade, tornando-o universal.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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