
Aquele Inverno
Resistência
Memória e crítica à guerra em “Aquele Inverno” da Resistência
"Aquele Inverno", da banda Resistência, expõe de forma direta o abismo entre o discurso oficial sobre a Guerra Colonial e a dura realidade vivida pelos soldados portugueses. As expressões "aquele inverno" e "aquele inferno" vão além do clima físico, representando o sofrimento psicológico e o trauma profundo dos combatentes. A letra traz imagens fortes, como "um olhar a sangrar / de um soldado perdido / em terras do ultramar", que evidenciam a dor, a alienação e o sentimento de abandono de quem foi enviado para lutar "por obrigação, naquela missão / combater na selva, sem saber porquê".
A música também faz uma crítica clara à manipulação política, especialmente ao mencionar "a palavra nação / que os chefes trazem e usam / para esconder a razão / da sua vontade, daquela verdade". Esse trecho denuncia como o discurso nacionalista foi usado para ocultar interesses dos líderes, enquanto os soldados lidavam com as consequências emocionais e morais do conflito. O tom melancólico se intensifica no final, com o questionamento: "Perguntei ao céu, será sempre assim / Poderá o inverno nunca ter um fim". Essa dúvida mostra a dificuldade de superar o trauma e a sensação de que o sofrimento da guerra permanece como uma marca permanente. Assim, a canção se torna um lamento coletivo e uma crítica à perpetuação da dor causada por guerras sem sentido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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