
Direito a preguiça
Restos de Nada
Crítica social e resistência em “Direito a preguiça”
A música “Direito a preguiça”, da banda Restos de Nada, faz uma crítica direta ao culto do trabalho e à alienação promovida pelo sistema capitalista, especialmente durante o regime militar brasileiro. O título faz referência ao ensaio de Paul Lafargue, que questiona a moral do trabalho incessante e defende o direito ao descanso e à liberdade. Na canção, esse conceito é ampliado para denunciar a perda de direitos fundamentais, como fica claro no verso: “Onde está o meu direito? Que sucumbiu com o tempo?”. A letra aponta para o apagamento de direitos e para a manipulação da história, ao afirmar que ela foi “falsificada” e a vida “inventada” por outros, mostrando como o poder molda a realidade de acordo com seus interesses.
A música também critica o uso de “livros sagrados” para enganar e escravizar, sugerindo que instituições religiosas e ideologias servem para legitimar a exploração. O refrão repetitivo, “meu direito a preguiça”, funciona como um manifesto de resistência, reivindicando autonomia sobre o próprio tempo e corpo. Ao afirmar “somos capazes de construir a história”, a banda propõe uma reconstrução coletiva baseada na liberdade e na recusa à opressão. Assim, “Direito a preguiça” se alinha à postura contestadora do punk, defendendo a luta contra a alienação social e política.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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