O Que Há Nas Milongas

Ricardo Martins

Não sei o que se passa quando se desgarra
Acordes de milonga das cordas da guitarra
Brotam rimas na mente de poetas e pajadores
Emponchados de saudades reculutando seus amores

É como um campo vasto onde dispersos povoam
Sem cangas sem freios os sonhos que me acompanham
Que encilhados de penas e marcados de nostalgia
Vão parindo versos tantos, irmanando tristeza e poesia

O que há nas milongas eu não sei explicar
As horas se passam num simples bordonear
E as vidas se calam num silêncio que ressonga
Com ganas de escutar o que há nas milongas

Por maior que seja a dor a milonga nos conforta
Desperta a esperança que há tempos estava morta
Campeia algum recuerdo escondido no coração
Se aquerencia em minh'alma espantando a solidão

O que há nas milongas eu não sei explicar
As horas se passam num simples bordonear
E as vidas se calam num silêncio que ressonga
Com ganas de escutar o que há nas milongas

O que há nas milongas que transbordam sentimentos
E predominam momentos eu paro sempre a pensar
Elas soltas no ar na garupa do vento
Carregando mil lamentos o que será? O que será?

Composição: Letra: Rafael Terme, Música: Ricardo Martins. Essa informação está errada? Nos avise.

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