
Último Poema
Ricardo Ribeiro
Despedida e saudade no fado de “Último Poema”
A música “Último Poema”, de Ricardo Ribeiro, transmite desde o título e os primeiros versos uma sensação de despedida definitiva, marcada pela melancolia característica do fado. O trecho “Na taverna da noite do meu fado / Onde canto o amor que não existe” evidencia a solidão e a resignação diante de um amor ausente, reforçando o sentimento de abandono e saudade. A ambientação na taverna, à noite, remete diretamente à tradição fadista, que Ribeiro faz questão de preservar, como ele mesmo já afirmou em entrevistas ao se declarar guardião dessa cultura.
A letra traz imagens como “Grito dentro de mim a noite e o dia” e “hora do sonho mais profundo” para mostrar um sofrimento interno constante, em que o tempo se mistura e a esperança parece desaparecer. O jogo temporal em “Então até amanhã, disseste, e eu vi / Que o amanhã não chega ao ontem de hoje” sugere a impossibilidade de reviver o passado ou encontrar consolo no futuro, reforçando o ciclo de perda e saudade. Ao unir elementos tradicionais do fado com influências mediterrâneas, como o próprio artista destaca, a canção ganha profundidade emocional e se torna um retrato sensível da experiência humana diante da perda e do tempo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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