
Relativismo
Ricardo Teté
Crítica ao excesso de relativização em "Relativismo"
Em "Relativismo", Ricardo Teté expressa seu desconforto com o excesso de relativização nas discussões contemporâneas, especialmente no meio intelectual. Logo no início, ao afirmar estar "cansado de ouvir todos os lados" e de "pesar pesos pesados para contemporizar", ele deixa claro o cansaço diante da necessidade constante de equilibrar opiniões e evitar posicionamentos firmes. O termo "relativismo" é usado de forma crítica, apontando para a ideia de que tudo é subjetivo e que não existem verdades absolutas, um conceito que, segundo o artista, acabou se tornando banal e superficial, como um "papo de buteco".
A ironia aparece quando Teté cita o "especialista de gravata borboleta", símbolo dos intelectuais que complicam o simples e tentam impor interpretações até sobre um samba. Nos versos "não me venha interpretando meu poema / Nem propondo teorema pro meu samba se perder", ele rejeita a necessidade de explicações complexas para sentimentos e experiências pessoais. Teté afirma que suas crenças são verdades para si mesmo, como não acreditar em Deus ou em amor à primeira vista, mas reconhece, com o refrão "pero que los hai, los hai" (mas que eles existem, existem), que certas coisas podem ser reais para quem acredita. Assim, a música mistura crítica, ironia e resignação, defendendo o direito de cada um sustentar suas próprias verdades sem precisar relativizá-las o tempo todo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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