
Triste Vida
Rislene
Vivências e resistência em "Triste Vida" de Rislene
Em "Triste Vida", Rislene utiliza a alternância entre francês e crioulo cabo-verdiano não apenas como um recurso estilístico, mas como uma forma de expressar sua experiência bicultural. Essa fusão de idiomas reflete a complexidade de viver entre dois mundos e reforça o sentimento de deslocamento e busca por pertencimento. No verso “Undi ki N bai, maldadi toma konta mundu / Undi ki N kai é la ki N ta buska mutivu”, a artista mostra como a procura por sentido e dignidade acontece em meio a dificuldades e injustiças, temas presentes em sua trajetória pessoal e artística.
A canção aborda de maneira direta a realidade de jovens negros que enfrentam violência policial e discriminação. Em “Rapás ta kóre pa skapa di tiru di pulísia / Fla-m si bu tene sangi diferenti / N ta konprendi pamodi k'u ta faze diferénsa”, Rislene denuncia o racismo estrutural e a sensação de estar sempre à margem, algo que ela mesma já relatou em entrevistas. O tom resignado aparece em frases como “Vida é pórka, réalité / S'u dexa-l toma konfiansa, klaru k'e ta toma”, reconhecendo a dureza da vida, mas também a necessidade de manter a postura e resistir, como em “N sta manti nha pustura, ka pa bo mais pour mes fils”. O refrão repetido “Une triste vie, un tristi vida” reforça o cansaço e a luta diária para sobreviver, conectando a música ao protesto social e à reflexão, marcas do trabalho de Rislene.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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