
Com a Boca No Mundo
Rita Lee
Resistência e expressão em “Com a Boca No Mundo” de Rita Lee
“Com a Boca No Mundo”, de Rita Lee, é uma declaração de resistência e liberdade de expressão em meio à repressão da ditadura militar brasileira. O verso “Tenho mais é que botar a boca no mundo / Como faz o tico-tico quando quer comer” usa a imagem do pássaro para mostrar que falar e se posicionar é uma necessidade vital, não apenas um ato de coragem. A expressão popular “botar a boca no mundo” reforça a urgência de se manifestar, mesmo diante de riscos, refletindo o momento pessoal de Rita, que enfrentou censura e chegou a ser presa por porte de maconha em 1976.
A música também critica o julgamento e a falta de compreensão enfrentados por quem se expõe. Nos versos “Quantas vezes eles vão me perguntar / Se eu não faço nada a não ser cantar?” e “Quantas vezes eles vão me responder / Que não há saída a não ser morrer?”, Rita ironiza a visão limitada sobre o papel do artista e desafia a ideia de resignação. Ao dizer “Em pleno movimento / Meu corpo é um instrumento / Eu sopro aos sete ventos / Pra você me escutar”, ela mostra que sua arte é uma forma de resistência e que sua voz é inseparável de sua existência. Assim, a canção se transforma em um manifesto que incentiva a luta pelo direito de existir e se expressar livremente, tanto no plano individual quanto coletivo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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