
O Gosto do Azedo
Rita Lee
A perspectiva do HIV em “O Gosto do Azedo” de Rita Lee
Em “O Gosto do Azedo”, Rita Lee adota uma abordagem ousada ao dar voz ao próprio HIV, narrando a música em primeira pessoa. Esse recurso transforma a canção em uma experiência intensa e provocativa, ao apresentar o vírus como algo invasivo e irreversível. Quando a letra afirma “sou o gosto do azedo” e “a explosão de um torpedo”, transmite a sensação de ameaça constante e imprevisível, refletindo o medo e o estigma que cercam o HIV. O verso “Sou o HIV que você não vê / Você não me vê / Mas eu vejo você” destaca a invisibilidade do vírus e a sensação de vigilância, simbolizando tanto a dificuldade de detectar a infecção quanto o peso psicológico vivido por quem convive com ela.
O contexto da música está diretamente ligado à epidemia de HIV e ao sofrimento das pessoas soropositivas. Rita Lee faz referências claras à transmissão do vírus em versos como “sou a ponta da agulha” e “tanto bato até que você fura”, além de abordar o isolamento social e o segredo que cercam o diagnóstico. Expressões como “sou dupla persona / seu estado de coma” sugerem a transformação da identidade e o impacto devastador da notícia. Ao chamar o vírus de “nova ditadura” e “vírus sem cura”, a artista evidencia o sentimento de impotência e o medo do desconhecido, ao mesmo tempo em que denuncia o preconceito e a solidão enfrentados por quem vive com HIV. Assim, a música vai além do alerta biológico, tornando-se um manifesto de empatia e denúncia social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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