
Elvira Pagã
Rita Lee
Ironia e crítica social em “Elvira Pagã” de Rita Lee
A música “Elvira Pagã”, de Rita Lee, usa ironia e humor para questionar estereótipos femininos e expor a hipocrisia social em relação às mulheres. Logo no início, a letra provoca ao afirmar: “mulher é tal e qual um capeta”, criticando a demonização feminina presente em discursos tradicionais. Quando diz “Eva inventou a maçã”, Rita faz referência à narrativa bíblica que responsabiliza a mulher pelo pecado original, mostrando como a sociedade historicamente atribui às mulheres a culpa por desejos e transgressões.
A canção segue ironizando clichês e julgamentos sobre diferentes tipos de mulheres, como em “moça bonita, só de boca fechada” e “dona de casa só é bom no café da manhã”, destacando como a sociedade tenta encaixar as mulheres em papéis restritos e contraditórios. O verso “Foi-se o tempo em que nua era Elvira Pagã” faz referência à artista Elvira Pagã, símbolo de ousadia e liberdade feminina nos anos 1940 e 1950, e lamenta que esse espírito transgressor tenha se perdido. O refrão “Santa, santa, só a minha mãe (e olhe lá)” ironiza a expectativa de santidade feminina, enquanto “o resto põe na sopa pra temperar” reforça o tom debochado, mostrando que todas as mulheres acabam sendo julgadas e reduzidas a estereótipos. Assim, Rita Lee transforma a letra em um retrato bem-humorado das contradições sociais, ao mesmo tempo em que celebra figuras femininas que desafiaram as normas e abriram caminho para uma visão mais livre da mulher.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Rita Lee e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: