
Nunca Fui Santa
Rita Lee
Rebeldia e autenticidade em “Nunca Fui Santa” de Rita Lee
Em “Nunca Fui Santa”, Rita Lee reafirma sua postura irreverente e autêntica ao rejeitar padrões sociais e rótulos impostos. Logo no início, ela se define como “porra-louca irrecuperável”, deixando claro que não pretende se encaixar em expectativas alheias. O verso “Sou nova demais pra velhos comícios / Sou velha demais pra novos vícios” mostra sua recusa em ser limitada por gerações ou ideologias, destacando uma artista que transita entre diferentes fases da vida sem se prender a grupos ou movimentos específicos. Essa liberdade é reforçada por relatos de experiências intensas, como “Já pulei do abismo / Já fiz muito amor / Eu perco o juízo / Sem nenhum pudor”, e pela sinceridade ao expor suas contradições, como em “Meu bem, eu amo você / Te odeio”.
O refrão “Nunca fui santa” se tornou um símbolo da essência rebelde de Rita Lee, que nunca buscou ser exemplo de comportamento, mas sempre valorizou a autenticidade. A música também faz uma crítica social ao ironizar tanto a moralidade tradicional quanto as novas tendências, sugerindo que a verdadeira liberdade está em não se prender a nenhuma delas. Referências como “mondo cane” (mundo cão) e “cheia de vinho / cheia de sangue” reforçam a visão de um mundo intenso e contraditório, onde a artista escolhe viver sem medo de se expor ou desafiar convenções. Ao afirmar que vive “nesta terra em transe / cheia de sol / cheia de horror”, Rita Lee mostra que buscar autenticidade envolve aceitar tanto os prazeres quanto as dores da vida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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