
Jardins da Babilônia
Rita Lee
Resistência e ironia em "Jardins da Babilônia" de Rita Lee
Em "Jardins da Babilônia", Rita Lee utiliza a imagem dos jardins suspensos para criar uma metáfora poderosa sobre censura e repressão. Ao mencionar os "jardins suspensos", ela faz referência tanto à grandiosidade histórica da Babilônia quanto à sensação de algo belo sendo retirado ou censurado, refletindo o contexto da ditadura militar no Brasil. O verso “Pra pedir silêncio, eu berro, pra fazer barulho eu mesma faço” mostra claramente a postura de resistência da artista, que enfrenta a opressão com irreverência e autonomia, zombando das tentativas de silenciamento impostas pelo regime.
A música também critica a banalização da violência e da repressão, comparando o sofrimento do povo a um espetáculo: “O palhaço ri dali, o povo chora daqui, e o show não para”. Rita Lee sugere que, enquanto os poderosos se divertem e mantêm o controle, a população sofre, mas a vida segue e o espetáculo da opressão continua. O tom irônico da letra, especialmente em “Quem pode, pode, deixa os acomodados que se incomodem”, reforça a ideia de rebeldia leve, em que a artista se recusa a ser passiva diante das adversidades. Ao preferir “botar as asas pra fora” e desafiar o status quo, Rita Lee transforma a canção em um símbolo de resistência e liberdade em tempos de repressão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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