
Papai, Me Empresta o Carro
Rita Lee
Rebeldia e humor em "Papai, Me Empresta o Carro" de Rita Lee
"Papai, Me Empresta o Carro", de Rita Lee, usa o humor para abordar as restrições impostas à juventude durante uma época de moral conservadora no Brasil. O pedido aparentemente simples de emprestar o carro esconde um duplo sentido: o personagem quer privacidade para viver sua sexualidade, já que não tem dinheiro para motel e não frequenta bordel. O verso "tirar um sarro com meu bem" deixa claro que o carro é apenas um pretexto para buscar liberdade e intimidade, mostrando a criatividade dos jovens diante das limitações impostas pelos pais e pela sociedade.
A música também destaca o choque de gerações, ao lembrar que o próprio pai já foi jovem e "pintava o sete", enquanto a mãe ainda guarda mágoa de uma antiga rival, Elizete. Isso evidencia que os desejos e vontades dos jovens são parte de um ciclo natural, apesar das tentativas de repressão. O tom leve e descontraído, junto à repetição do pedido e às justificativas do personagem — "não fumo, não bebo, meu único defeito é não ter medo de fazer o que gosto" —, reforça a crítica à hipocrisia e à rigidez dos costumes familiares. Por abordar temas como sexualidade e rebeldia juvenil de forma aberta e divertida, a canção acabou sendo censurada durante o regime militar, tornando-se um símbolo de contestação e liberdade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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