
Pagu (part. Zélia Duncan)
Rita Lee
Empoderamento e ironia em "Pagu (part. Zélia Duncan)" de Rita Lee
"Pagu (part. Zélia Duncan)", de Rita Lee, é uma música marcada pelo tom irônico e provocador, que já aparece no verso “Deus dá asas à minha cobra”. Aqui, Rita Lee inverte o ditado popular para afirmar sua sexualidade e autonomia, desafiando padrões morais tradicionais. A canção faz referência direta a Patrícia Galvão, a Pagu, importante figura do modernismo e do feminismo brasileiro, usando sua imagem para questionar e romper com estereótipos impostos às mulheres. Isso fica evidente em versos como “Nem toda feiticeira é corcunda / Nem toda brasileira é bunda”, que confrontam tanto a hipersexualização quanto a tendência de reduzir a mulher brasileira a caricaturas, mostrando que a identidade feminina é diversa e não se encaixa em rótulos simplistas.
A irreverência segue presente quando Rita Lee e Zélia Duncan desafiam ideias de força e masculinidade em “Sou mais macho que muito homem” e rejeitam padrões de beleza artificial em “Meu peito não é de silicone”. O trecho “Sou rainha do meu tanque / Sou Pagu indignada no palanque” reforça a autonomia feminina, seja no cotidiano ou na luta política. Já o verso “Meu buraco é mais em cima” traz um duplo sentido: além de ironizar a objetificação sexual, sugere que o valor da mulher está em sua inteligência e atitude, não apenas no corpo. Assim, a música se destaca como um hino de empoderamento, usando humor e sarcasmo para desafiar convenções e celebrar a liberdade das mulheres.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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