
Covardia (part. António Zambujo)
Roberta Sá
Saudade e autopreservação em "Covardia (part. António Zambujo)"
Em "Covardia (part. António Zambujo)", Roberta Sá e António Zambujo unem o samba brasileiro ao fado português, criando uma atmosfera de melancolia e saudade. A gravação em Lisboa e a participação do guitarrista Bernardo Couto reforçam essa fusão de estilos, trazendo ainda mais intensidade ao sentimento de despedida presente na música. A letra aborda o desejo de afastamento definitivo de um amor passado, não por ressentimento, mas como uma forma de autopreservação emocional.
O eu lírico faz um apelo direto ao antigo amor: "Eu quero que nunca mais me apareças / Eu quero até que me esqueças". O pedido para ser deixado "só por piedade" revela uma vulnerabilidade sincera, mostrando que a saudade, apesar de dolorosa, é preferível ao risco de reviver uma relação marcada por "velha loucura" e "amargura". O trecho "Só não quero que tu penses / Que é porque a outro pertences / Que eu busco em vão te evitar" deixa claro que o afastamento não é motivado por ciúmes, mas pelo medo real de se machucar novamente. No verso final, "Tenho medo francamente / De te encontrar novamente / E novamente te amar", a canção sintetiza o tema central: a chamada "covardia" é, na verdade, um reconhecimento honesto dos próprios limites diante de um sentimento ainda doloroso. Assim, a música transforma a vulnerabilidade em um gesto de dignidade, embalado por uma sonoridade que une dois universos culturais marcados pela saudade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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