
O Progresso
Roberto Carlos
Reflexão sobre natureza e responsabilidade em “O Progresso”
Em “O Progresso”, Roberto Carlos propõe uma inversão de valores ao afirmar: “Eu queria ser civilizado como os animais”. O cantor questiona a ideia de que o avanço tecnológico e econômico representa evolução, mostrando que, muitas vezes, esse progresso resulta em destruição ambiental. A música foi pioneira na música popular brasileira ao abordar temas ecológicos de forma direta, como a poluição dos mares e o desaparecimento de espécies, evidenciado em versos como “Navegar sem achar tantas manchas de óleo nos mares” e “as baleias desaparecendo por falta de escrúpulos comerciais”.
A letra transmite um sentimento de impotência diante da incapacidade de mudar a realidade, como em “Eu queria poder transformar tanta coisa impossível” e “Eu queria falar de alegria ao invés de tristeza mas não sou capaz”. Roberto Carlos deixa claro que não é contra o progresso, mas critica a falta de responsabilidade e bom senso, sintetizada em “Não sou contra o progresso, mas apelo pro bom senso / Um erro não conserta o outro”. Assim, a canção faz um apelo à consciência coletiva, pedindo equilíbrio entre desenvolvimento e preservação ambiental, antecipando debates que só ganhariam força anos depois.



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