
Traumas
Roberto Carlos
Infância, superação e legado emocional em “Traumas”
A música “Traumas”, de Roberto Carlos, traz uma dimensão autobiográfica importante, ainda que sutil. Quando o cantor menciona “anjos que eu conheci no delírio da febre que ardia”, ele faz uma referência indireta ao acidente que sofreu na infância, que resultou na amputação de parte de sua perna direita. Esse episódio marcou profundamente sua vida, e os “anjos” simbolizam tanto o conforto imaginário durante o sofrimento físico quanto a inocência perdida diante de um trauma tão precoce.
A letra aborda de forma sensível a passagem da infância para a vida adulta, mostrando como os pais tentam proteger os filhos da dor ao “enfeitar” a realidade. O verso “meu pai tentou encher de fantasia e enfeitar as coisas que eu via” exemplifica esse esforço de suavizar as dificuldades do mundo. No entanto, a música também destaca que, apesar das boas intenções, é impossível evitar completamente o impacto dos traumas, que só se revelam totalmente com o amadurecimento: “traumas que a gente só sente depois de crescer”. O ciclo se repete quando o narrador percebe que talvez também precise mentir para o próprio filho, refletindo sobre a herança emocional transmitida entre gerações e o desafio de equilibrar proteção e verdade na criação dos filhos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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