
Caminhoneiro
Roberto Carlos
A saudade e a força do amor em "Caminhoneiro" de Roberto Carlos
"Caminhoneiro", de Roberto Carlos, retrata de forma direta a rotina solitária e desafiadora dos caminhoneiros, destacando como a saudade e o amor se tornam fontes de força para quem vive na estrada. A letra utiliza elementos do cotidiano, como em “pintei no pára-choque um coração e o nome dela”, para mostrar que, mesmo distante e cansado, o caminhoneiro carrega consigo o afeto e a lembrança de quem ama. O volante e a estrada, nesse contexto, viram símbolos de resistência emocional e de identidade para esses trabalhadores.
A música foi lançada em 1984, em parceria com Erasmo Carlos e John Hartford, como uma homenagem explícita à categoria dos caminhoneiros, que já enfrentava grandes desafios sociais e profissionais. Além da saudade da pessoa amada, a letra aborda a busca por proteção espiritual e força para seguir em frente, como em “Tô com Deus e tô contente / O meu caminho eu sigo em paz”. O verso “Não me arrisco na banguela” traz uma metáfora sobre prudência e responsabilidade, essenciais para quem vive nas estradas, mas também sugere o cuidado com o próprio coração diante da solidão. A canção ganhou ainda mais relevância durante a greve dos caminhoneiros em 2018, quando Roberto Carlos reafirmou seu apoio à categoria, consolidando "Caminhoneiro" como um símbolo de luta, reconhecimento e respeito social.



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