
Eu Sou Terrível
Roberto Carlos
Autoconfiança e rebeldia em “Eu Sou Terrível” de Roberto Carlos
“Eu Sou Terrível”, de Roberto Carlos, expressa uma autoconfiança marcante e um espírito rebelde, características centrais da Jovem Guarda. A música nasceu da retomada da parceria entre Roberto Carlos e Erasmo Carlos, após um período de afastamento, o que reforça o tom de reconciliação e força presente na faixa. O verso “Eu sou terrível / E é bom parar / De desse jeito / Me provocar” evidencia a postura ousada do protagonista, que se coloca como alguém difícil de ser desafiado e que não aceita provocações sem resposta. Essa atitude dialogava diretamente com a juventude dos anos 60, que buscava liberdade e autoafirmação. Personalidades como Glória Maria também se identificaram com a canção, reconhecendo nela um retrato de coragem e personalidade forte.
A letra utiliza metáforas do universo automobilístico, como “Minha caranga é máquina quente” e “Não é preciso / Nem avião / Eu vôo mesmo / Aqui no chão”, para reforçar ideias de velocidade, independência e poder. O carro, símbolo de status e liberdade na época, representa a extensão da personalidade do eu lírico: alguém que vive intensamente, não teme riscos e valoriza sua autonomia. O refrão repetitivo, “Eu sou terrível”, funciona como um mantra de autovalorização, transmitindo uma energia contagiante e confiante, típica do auge pop de Roberto Carlos e do movimento Jovem Guarda.



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