
Minha Fama de Mau
Roberto Carlos
Ironia e rebeldia leve em “Minha Fama de Mau” de Roberto Carlos
“Minha Fama de Mau”, de Roberto Carlos, destaca-se pela ironia com que o personagem principal rejeita gestos simples de carinho ou gentileza, como ir ao cinema ou pedir desculpas, apenas para manter sua reputação de “mau”. Essa postura faz uma brincadeira com o estereótipo do “bad boy” popularizado durante a Jovem Guarda, movimento do qual Roberto Carlos e Erasmo Carlos foram grandes ícones. Na época, a rebeldia era valorizada, mas sempre de forma leve e bem-humorada, sem agressividade real.
A letra deixa claro que as negativas do personagem não vêm de uma maldade genuína, mas de uma necessidade quase teatral de sustentar a imagem construída: “mas é que eu tenho que manter a minha fama de mau”. O contexto histórico reforça essa interpretação, já que tanto a música quanto o filme e a autobiografia de Erasmo Carlos mostram que essa fama era mais uma brincadeira e um charme do que algo sério. O refrão repetitivo e a recusa enfática — “E digo não! Digo não! Digo não, não, não!” — reforçam o tom divertido e despreocupado, mostrando que a rebeldia apresentada é mais uma pose do que uma convicção, um jogo de aparência típico da juventude daquela época.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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