
Negro Gato
Roberto Carlos
Resistência e exclusão social em “Negro Gato” de Roberto Carlos
Em “Negro Gato”, Roberto Carlos, interpretando a composição de Getúlio Cortes, utiliza a figura do gato preto para abordar temas de exclusão social e preconceito. Na cultura popular, gatos pretos costumam ser associados ao azar e à rejeição, o que reflete tanto experiências pessoais do compositor quanto uma crítica à marginalização de grupos sociais, especialmente os negros no Brasil. A letra narra as dificuldades enfrentadas pelo animal – fome, perseguição e até a ameaça de morte para virar tamborim – criando uma metáfora direta para a realidade de quem vive à margem da sociedade.
O verso “Sete vidas tenho para viver / Sete chances tenho para vencer / Mas se não comer / Acabo num buraco” faz referência ao mito das sete vidas dos gatos, mas também ressalta a precariedade da sobrevivência: mesmo com oportunidades, a vida depende de necessidades básicas. O humor irônico presente na repetição “Eu sou um negro gato!” transforma a condição de rejeitado em uma afirmação de resistência e orgulho. A menção ao morro e ao uso da pele para tamborim reforça a crítica social, conectando a letra a contextos de pobreza e violência. A inspiração em um gato real que incomodava o compositor, e a rejeição inicial da música por medo de “azar”, ampliam o simbolismo: o negro gato representa tanto a marginalização quanto a força para sobreviver e se afirmar diante das adversidades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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