
Da Boca Pra Fora
Roberto Carlos
“Da Boca Pra Fora” e o adeus que não se sustenta no amor
A canção retrata o conflito do casal como um ritual leve, quase um jogo que reafirma o vínculo. O “adeus” funciona mais como senha de reaproximação do que ruptura. A letra evita dramatizar as brigas: “a gente não briga, só fica de mal” e, depois, a correção: “falei por falar”. Quando a saudade aperta, o orgulho cede e o roteiro se repete: “se eu não chamo é você que me chama”, com o timing afinado (“bem no exato momento que eu ia chamar”). A teimosia de um lado encontra o carinho do outro, dissolvidos no alívio de “tá legal, tudo bem já não vamos brigar”. A micro-história diária — afastar, sentir falta, ligar, reatar — sustenta a ideia de um amor que torna leves desentendimentos passageiros.
Lançada em 1985 e composta por Carlos Colla e Maurício Duboc para Roberto Carlos, “Da Boca Pra Fora” organiza tudo em torno do sentido popular da expressão: dizer algo sem intenção real. Daí a confissão “falei por falar” e, no refrão, a chave do enredo: “o adeus é da boca pra fora”. A repetição sublinha o ciclo previsível, explicitado em “Já é parte da nossa rotina / o adeus é da boca pra fora”: começa o desentendimento, vem a distância que “não demora”, e logo a reconciliação. Essa coreografia conhecida revela um amor resiliente, traço constante na obra romântica de Roberto Carlos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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