
Matinada
Robson Ruas
A valorização do sertão mineiro em “Matinada” de Robson Ruas
“Matinada”, de Robson Ruas, retrata o cotidiano do sertão mineiro, equilibrando a beleza da vida rural com as dificuldades enfrentadas por quem depende da terra. O verso “é fogo nas matinhas verdes / se vai mais uma linda plantação...” destaca a destruição das plantações, um problema frequente no Vale do Jequitinhonha, região natal do artista. O fogo, seja acidental ou provocado, simboliza não apenas a perda material, mas também o sofrimento de quem vê seu sustento ameaçado.
A música também valoriza a simplicidade e a conexão com a natureza. Em “Eu peço a Deus que não me dê / a riqueza, a ambição / tudo perderei se depender / de ver um pássaro no chão”, Robson Ruas expressa o desejo de manter-se distante da ganância, preferindo a integridade e a harmonia com o ambiente ao acúmulo de bens. O trecho “E chega a noite clara, enluarada / os grilos cantam, não há trovão / os ventos sopram, não fazem nada / é a riqueza desse meu sertão” reforça o tom contemplativo, celebrando a paz e a beleza natural do sertão como verdadeiras riquezas. Assim, a letra constrói um retrato sensível da vida rural, marcada tanto pela luta quanto pela valorização das pequenas alegrias e da convivência com a terra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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