Fundamento
Rock Bolado
Retrato urbano e lealdade em "Fundamento" de Rock Bolado
Em "Fundamento", Rock Bolado constrói um retrato direto da vida em territórios urbanos marcados por rivalidades e códigos próprios. Ao citar locais como "country club", "coleginho", "chaparral" e "CCIP", a música mostra como cada espaço representa pertencimento, risco e identidade para quem vive ali. O uso de gírias como "trimere" (confusão ou briga) e "vacilação" (imprudência ou erro grave) reforça a ambientação regional e a tensão constante do cotidiano, onde sobreviver exige astúcia e lealdade ao grupo.
A letra aborda de forma clara a dinâmica de violência, perdas e conquistas materiais como símbolos de status. Versos como "ia pra praia de chinelo, voltava com Nike novinho no pé" e "pegava alemão de bobeira, tomava relógio, tomava boné" mostram como ações ilícitas são vistas como estratégias de ascensão em um ambiente hostil, onde a linha entre vítima e agressor é tênue. A saudade dos amigos perdidos e a referência à "vida loka" revelam o peso emocional desse estilo de vida. Já a frase "os manos são crias comigo não posso virar minha cara jamais" destaca a importância da lealdade e da solidariedade entre os que compartilham essa realidade. O refrão "corre seus bucha que o bonde já chegou" resume o respeito imposto pelo grupo e a necessidade de se impor para sobreviver.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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