
Cavalo
Rodrigo Amarante
Identidade e transformação em "Cavalo" de Rodrigo Amarante
Em "Cavalo", Rodrigo Amarante explora o simbolismo do título de forma profunda. No Brasil, além de se referir ao animal, "cavalo" também é o termo usado para o médium que serve de veículo para entidades espirituais. Amarante utiliza essa metáfora para expressar a sensação de ser atravessado por forças instintivas e criativas, especialmente durante seu período de "exílio" em Los Angeles, quando buscava se reconectar com sua essência. Isso aparece nos versos “No olho do cavalo / Espelho imaculado / O duplo e eu”, que sugerem um mergulho introspectivo e a percepção de múltiplas identidades coexistindo: o artista, o estrangeiro, o criador e o ser instintivo.
A letra mistura imagens poéticas em português e japonês, reforçando a ideia de multiplicidade e deslocamento cultural vivida por Amarante. Elementos como “espuma prata e sal”, “bruma no areal” e “um véu de cal” evocam paisagens oníricas e sensações de transitoriedade, enquanto “o fogo frio / no cio” aponta para a tensão entre desejo e contenção, impulso e racionalidade. O uso do japonês amplia o sentimento de estranhamento e busca por pertencimento, conectando-se à experiência internacional do artista e à tentativa de se enxergar de fora, como num “espelho imaculado”. Assim, "Cavalo" se apresenta como uma reflexão sobre identidade, transformação e a convivência entre razão e instinto no processo criativo e existencial.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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