
O Não-pedido de Casamento
Rodrigo Amarante
Liberdade e crítica social em “O Não-pedido de Casamento”
Em “O Não-pedido de Casamento”, Rodrigo Amarante faz uma crítica bem-humorada e irônica ao casamento e às convenções sociais que envolvem os relacionamentos. Adaptando a canção de Georges Brassens, Amarante mantém um tom leve e descontraído, subvertendo a expectativa do pedido tradicional e transformando-o em uma celebração do amor livre. O verso “Eu tenho a honra de não te pedir a mão” resume essa postura, invertendo o ritual romântico e questionando a necessidade de formalizar o compromisso em “pergaminho”, ou seja, em contrato oficial.
A letra utiliza metáforas e referências culturais para reforçar a ideia de que o amor perde seu encanto quando é preso por regras e obrigações. A frase “Vênus presa perde o viço” faz referência à deusa do amor, sugerindo que a paixão se apaga quando limitada. Já “o segredo da sereia, o canto de Melusine” remete ao mistério e à sedução que desaparecem com a institucionalização do relacionamento. Imagens culinárias, como “o belo fruto proibido perdeu o gosto, foi cozido / não se preserva”, ironizam a transformação do desejo em rotina, mostrando que o amor, quando engarrafado e guardado como uma conserva, perde sua vitalidade. Dessa forma, Amarante propõe um amor espontâneo, que rejeita papéis tradicionais – como o da “Amélia” ou da “noiva eterna” – e valoriza a liberdade e a autenticidade do sentimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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