
Um Milhão
Rodrigo Amarante
Desigualdade e resistência em "Um Milhão" de Rodrigo Amarante
"Um Milhão", de Rodrigo Amarante, aborda a desigualdade social no Brasil ao contrastar imagens de riqueza e pobreza. O verso “Pra cada um com um milhão, um milhão sem um sequer” resume a crítica à distribuição desigual de riqueza no país. Amarante utiliza uma abordagem sensível, inspirada na música brasileira dos anos 1970, para tratar de temas sociais sem perder a leveza melódica.
A letra narra o retorno do eu lírico à rua onde nasceu, destacando as mudanças físicas e sociais do local. Elementos como “uma placa acesa, um muro de enfeite” e “no cartaz, um dia limpo / era a paz, enfim / sem um beco nem um negro marfim” sugerem tentativas de apagar a presença e a história das populações marginalizadas. A fala da “dona da esquina” – “A vista é nossa / Não há preço meu terreiro, quem possa” – evidencia a resistência dos moradores diante da especulação imobiliária e da lógica do capital, reforçada pela expressão “na selva do dinheiro, sobrevive quem tem dente”. O refrão “O que eles veem, só não vê / Quem não quer ver” denuncia a escolha de ignorar as injustiças sociais, convidando à reflexão sobre a responsabilidade coletiva.
Ao unir arranjos que remetem à tradição da MPB com uma crítica social atual, Amarante transforma observações do cotidiano em uma denúncia acessível sobre as desigualdades persistentes e a necessidade de enxergar o que está diante de todos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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