
Marquês de Linda a Velha
Rodrigo Bueno
Ruptura social e tradição em “Marquês de Linda a Velha”
“Marquês de Linda a Velha”, de Rodrigo Bueno, retrata um episódio de ciúme que vai além de um simples conflito amoroso, servindo como metáfora para o fim de uma era de festas e fado nos salões aristocráticos. A chegada inesperada da dama nobre, motivada pelo ciúme, interrompe bruscamente a alegria e a tradição desses encontros, marcando uma ruptura tanto pessoal quanto cultural. O fado triste cantado por Júlia da Amendoeira, mesmo “sem guitarra”, simboliza a dignidade e a dor silenciosa diante da exclusão, enquanto o silêncio que se instala nos salões após o episódio sugere uma perda irreparável para todos ali presentes.
A letra utiliza imagens que evocam o luxo e a nostalgia do final do século XIX, como “lindo breque, tirado pela mais bela parelha” e os “salões do Marquês” cheios de “rambóia e farra”. Expressões típicas do universo do fado e da Lisboa antiga, como “motes da cantadeira” e “mulher da Mouraria”, reforçam o contraste entre o ambiente aristocrático e o popular. O fechamento do portão nobre e o isolamento do Marquês após o conflito simbolizam o fim de uma época, em que o ciúme e as convenções sociais se sobrepõem à espontaneidade e à expressão artística. Assim, a canção lamenta não só um drama pessoal, mas também a perda de um tempo em que o fado era parte essencial da vida e da identidade cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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