
Is This The Life We Really Want?
Roger Waters
Crítica social e política em “Is This The Life We Really Want?”
“Is This The Life We Really Want?” de Roger Waters começa com um trecho de discurso de Donald Trump, estabelecendo de imediato o tom de crítica política. Waters ironiza a negação do caos e a autoproclamação de sucesso do então presidente, usando essa referência para mostrar como líderes populistas manipulam a percepção pública. Ao chamar Trump de “nincompoop” (pateta) e mencionar Vladimir Putin, Waters deixa claro que sua crítica é direcionada à ascensão de líderes que, segundo ele, representam a decadência moral e intelectual da política atual.
A letra aborda temas como desigualdade social e indiferença coletiva, exemplificados em “The goose has gotten fat / On caviar and fancy bars / And subprime homes / And broken homes” (O ganso engordou / Com caviar e bares sofisticados / E casas subprime / E lares destruídos). Aqui, Waters conecta o enriquecimento de poucos à crise financeira e à destruição de famílias, assuntos que ele já declarou serem centrais em sua visão de mundo. O verso “It’s not enough that we succeed / We still need others to fail” (Não basta que tenhamos sucesso / Ainda precisamos que outros fracassem) critica a competitividade tóxica e a falta de empatia. Waters também destaca o uso do medo como ferramenta de controle social: “Fear, fear drives the mills of modern man / Fear keeps us all in line / Fear of all those foreigners / Fear of all their crimes” (Medo, o medo move as engrenagens do homem moderno / O medo nos mantém na linha / Medo de todos esses estrangeiros / Medo de todos os seus crimes), apontando para a manipulação política que alimenta a xenofobia e a divisão.
Ao citar tragédias e injustiças, como estudantes atropelados por tanques, jornalistas presos e jovens vidas desperdiçadas, Waters sugere que a responsabilidade é coletiva. O questionamento final sobre a indiferença diante do sofrimento alheio, “It is because we all stood by, silent and indifferent” (É porque todos ficamos parados, silenciosos e indiferentes), reforça a mensagem central: a vida que levamos é resultado de escolhas coletivas marcadas pela omissão e pela falta de empatia, funcionando como um chamado direto para reflexão e mudança social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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